Deputada Carla Zambelli é presa na Itália e mãe pede ajuda a primeira ministra
As autoridades italianas terão 48 horas para dar um encaminhamento ao processo de Carla Zambelli
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A deputada federal natural de Ribeirão Preto, Carla Zambelli (PL-SP), foi presa na tarde desta terça-feira (29) na Itália. A informação foi confirmada por nota da Polícia Federal, com base em fontes da Polícia Federal brasileira, do Ministério da Justiça e autoridades locais italianas.
Zambelli foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão devido à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, fatos ocorridos em 2023. O hacker Walter Delgatti Neto, apontado como o responsável pelas invasões, recebeu uma pena de 8 anos e 3 meses de prisão. Atualmente, ele cumpre pena no presídio de Tremembé, em São Paulo. Ambos ainda foram condenados a pagar uma indenização mínima de R$ 2 milhões, para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados pelos ataques digitais contra os sistemas do CNJ.
Segundo comunicado da Polícia Federal, “autoridades italianas prenderam na tarde desta terça-feira (29/7), em Roma, uma brasileira que estava foragida no país. A ação resultou de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e órgãos italianos”, sem mencionar diretamente o nome de Carla Zambelli.
Após a prisão a mãe da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), Rita Zambelli, enviou uma carta à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e pediu "atenção e sensibilidade" para o caso da filha. Zambelli foi presa nesta tarde por autoridades italianas. Alega na carta que a filha sofre "perseguição política" no Brasil e que foi condenada por um processo com "parcialidade e interesses ideológicos".
O deputado italiano Ângelo Bonelli, membro da coalizão Aliança Verdes e Esquerda, afirmou ter sido o responsável por informar às autoridades o local onde a deputada brasileira estava hospedada, em Roma.